SINONÍMIA Ginatresias, malformações muilerianas. CONCEITO Anomalias no desenvolvimento dos órgãos genitais femininos oriundo dos ductos de Müller e seio urogenital. INCIDÊNCIA As estatísticas são pouco claras, variando muito de acordo com o serviço, e portanto sem valores numéricos concordantes. CLASSIFICAÇÃO É feita considerando a parte dos órgãos genitais afetadas e de acordo com o tipo de anomalias. Órgãos Genitais Externos
Órgãos Genitais Internos (Figura 1) Ginatresias
Anomalias de Fusão
Figura 1 Órgãos Genitais Internos.
ETIOPATOGENIA Essas anomalias são conseqüências de diferenciação incompleta dos ductos de Müller, de fusão anômala desses ductos e por alterações na diferenciação do seio urogenital. Esse desenvolvimento anormal não apresenta caráter familiar nem alterações cromossômicas, em geral ocorrendo de forma isolada. DIAGNÓSTICO CLÍNICO O polimorfismo dessas anomalias determina quadro clínico variável, determinado pelo tipo de malformação presente. No hímen imperfurado, quando iniciam-se os períodos menstruais, há referência de dor e, com o passar do tempo, surge tumor pélvico. Nas malformações envolvendo o ânus, são comuns complicações infecciosas. Nas ginatresias, ocorre amenorréia primária em paciente com diferenciação fenotípica feminina, também é comum a queixa de dificuldade ou impossibilidade para o coito. As anomalias de fusão costumam causar infertilidade, esterilidade, irregularidade menstrual e dispareunia. EXAMES COMPLEMENTARES Nas ginatresias é indicada ultra-sonografia ou laparoscopia e, havendo dúvidas, é necessária a pesquisa da cromatina sexual. As anomalias de fusão são melhor avaliadas pela ultra-sonografia, histerossalpingografia e/ou histeroscopia. O estudo das vias urinárias pela ultra-sonografia ou urografia excretora é obrigatório nessas pacientes. TRATAMENTO As anomalias dos órgãos genitais externos e ginatresias são tratadas pela correção, na medida do possível, das malformações presentes. As cirurgias mais comuns são: neovagina por técnica cruenta ou por dilatação, ressecção de septos vaginais, himenotomia e cirurgias combinadas. Nas anomalias de fusão, pode-se adotar conduta expectante, tratamento clínico para controlar abortos de repetição e, nos insucessos de septos uterinos, correção cirúrgica do útero bicorno, e outras.
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