CONCEITO Endornetriose é doença caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Focos de endometriose podem estar presentes na cavidade peritoneal e mesmo em órgãos distantes como os pulmões. Pode ter repercussão importante na vida sexual e reprodutiva da mulher. INCIDÊNCIA Em mulheres assintomáticas a incidência é estimada entre 1 e 2%. Entre as inférteis está presente entre 15 e 25%, podendo alcançar até 70% em mulheres com dor pélvica crônica. ETIOLOGIA A mais aceita das teorias, a de Sampson, propõe que o fluxo retrógrado da menstruação, que ocorre normalmente nas maioria das mulheres, leva à colonização dos órgãos pélvicos pelas células endometriais. Entretanto, outros fatores, isoladamente ou combinados, parecem ser necessários para que a endometriose se estabeleça. Entre esses fatores destacam-se: o endócrino, o imunológico, o genético e o iatrogênico. da Do ponto de vista endócrino ressalta a dependência quase absoluta endometriose aos estrogênios. Apesar de diversos fatores imunológicos terem sido cogitados para explicar a etiologia da endometriose, o mecanismo exato da sua participação ainda é desconhecido. Do ponto de vista genético aponta-se uma maior incidência de endometriose em parentes de primeiro grau. Lesões pélvicas pós-cirúrgicas, banhadas por sangue menstrual, parecem-se prestar à colonização de implantes endometriais. A teoria da disseminação hematogênica e/ou linfática visam explicar a origem da endometriose à distância. A teoria da metaplasia celômica procura explicar; principalmente, os raros casos de endometriose que se originam na ausência de refluxo endometrial em mulheres com agenesia mulleriana e em homens. DIAGNÓSTICO O diagnóstico se fundamenta na ocorrência dos seguintes sintomas:
Exames Complementares
TRATAMENTO Na escolha do tratamento deve-se levar em consideração a idade, o desejo de engravidar, a extensão da doença, a intensidade dos sinto-mas, a concorrência de outras doenças e a condição sócio-econômica das pacientes. Tratamento Clínico No tratamento clínico é essencial a indução da amenorréia, através do uso das seguintes alternativas:
Efeitos Colaterais Nos casos de medroxiprogesterona, danazol e gestrinona, observa-se, geralmente, substancial ganho de peso. A gestrinona e o danazol produzem, além disso, efeitos androgênicos que incluem seborréia, acne, abaixamento do timbre da voz, rouquidão, diminuição do volume das mamas e aumento da libido. Estes efeitos são reversíveis com a suspensão do tratamento. Os análogos, por sua vez, provocam sintomatologia semelhante à da menopausa com a ocorrência de fogachos e outros sintomas vasomotores, sudorese, depressão, perda da libido, secura da vagina. Seu uso continuado ou repetido, além de seis meses, poderá provocar osteoporose. A fim de evitar alguns destes sintomas, pode-se administrar, simultaneamente aos análogos, progestogênios ou estrogênios em doses baixas. Tratamento Cirúrgico
O tratamento cirúrgico é consideravelmente facilitado quando precedido de redução das lesões, através do tratamento clínico. Do mesmo modo, a administração dos medicamentos antiestrogênicos na fase pós-operatória parece ser útil com a finalidade de evitar recidiva. Sempre que possível uma nova laparoscopia deve ser feita ao final do tratamento (second look). PROFILAXIA Gravidez precoce, anticoncepcionais orais em uso contínuo, indução de amenorréia, são medidas profiláticas. Devem-se evitar as cirurgias pélvicas nos períodos pré-menstrual e menstrual.
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